NICOLAU SAIÃO
Rapsódia LATINA em tom maior
Os poemas que aí vão foram extraídos do acervo que pelos anos fora, duma maneira inteiramente não sistemática, tenho traduzido por gosto pessoal.

Por gosto pessoal, sublinho. E muito forte dado que, sinceramente o digo, fujo a traduzir. Por duas razões principais: umas vezes a qualidade esplendorosa dos textos originais suscita-me problemas conceptuais do foro íntimo que me obrigam a deambulações por mundos que não foram feitos para o quotidiano habitual, o que me incomoda; doutras vezes, ao recordar determinadas traduções feitas por operadores pouco desembaraçados, a indignação e o desgosto assolam-me e fico muito mal disposto.

Digo com franqueza: nunca poderia ser tradutor profissional - e ante um livro de grande porte fico sempre admirado pelo esforço de quem traduziu e ainda mais se o fez com esmero. Neste caso sinto uma sensação de agradecimento.

Estes poetas gostei de os traduzir, tanto mais que são todos de língua castelhana – a língua que, a par do francês e do português, me fala mais ao coração em vista do seu poder apelativo e bem ancorado no universo da (minha) fala.

INDEX

1. Juan Ramón Jiménez (Moguer, 1881 – Porto Rico, 1958):
A derradeira viagem

2. Alfredo Trejos (Cartago - Costa Rica, 1977)

3. César Vallejo ( Santiago de Chuco, 1892 – Paris, 1938):
Os passos remotos

4. Juan Pedro Moro (Alcalá de Henares, 1966):
Londres

5. Carlos Oquendo de Amat (Puno,1905 – Navacerrada - Espanha, 1936):
Mãe

6. Carlos Alvarez (Jerez de la Frontera, 1933): 
O uivo do lobisomem

7. Pere Gimferrer (Barcelona, 1945 ):
Primeiro poema

8. Ovalle Lopez (Salcajá, 1928 – Ciudad de Guatemala, 1970) :
Madrigal de Símbolos

9. Jorge Luís Borges (Buenos Aires, 1889 – Genebra 1986)

O forasteiro

Pintura de Nicolau Saião

 

 

 


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